Os Capsula são uma banda do País Basco, Bilbao, e misturam os crescendos de post-rock com o piscadélico de 60's e 70's, o que me agrada bastante. O Myspace dos senhores que sirva de testemunho.
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
08/11/10
23/08/10
Revisitar Edward Scissorhands
Deu-se o acaso de ter visto o "Alice in Wonderland" há pouco tempo, e não consequentemente lembrar-me hoje que "Edward Scissorhands" é tão antigo que nunca o tinha visto com idade para ter juizo. O resultado foi uma comparação involuntária entre o top da mestria de Tim, e o decair pelo excesso de recursos e liberdade criativa.
"Edward Scissorhands" é tão fantástico quase só à custa da simplicidade com que tudo é composto, deitando a carpete vermelha aos os breves momentos de visual elaborado, estes assim de impacto redobrado.
Entretanto, apesar de já mais que reconhecido, mas nunca de se ignorar:
Vi assim o filme mais comovente desde "Big Fish", este também fruto de Tim Burton e Danny Elfman emparelhados.
22/08/10
Kadavre Exquis
Numa altura do ano em que é difícil encarar "franciûs" de bom grado - verão e a abundância de emigrantes - ofereço um orgulhoso "Made in France", um som electrónico e requintado a par com o respectivo vídeo animado de igualada classe:
Kadavre Exquis, no Myspace
10/08/10
Human Highway
"The Sound", do álbum de 2008, "Moody Motorcycle", da banda canadiana formada no mesmo ano, Human Highway. A banda é quase tão bizarra quanto o vídeo, um tom bem disposto que lembra Tally Hall, num passo pacato e aprazível.
O responsável pelo vídeo e a componente interactiva online é o aparentemente fixado em cabeças flutuantes Oliver Groulx, o mesmo anexado a "Black Mirror" de Arcade Fire, também nos respectivos site e vídeo.
07/08/10
05/08/10
When The Music's Over
Face ao último post, esclareço que algumas reviews musicais serão agora canalizadas para o WTMO, como destacado no fundo da barra lateral. Até agora registam-se as segintes:
04/08/10
Arcade Fire e Spike Jonze - "it is a b-movie science fiction story"
A conhecida colaboração entre a banda e o realizador em questão pode ter sido num filme de qualidades discutíveis mas desde que Spike se mostrou capaz, e como Arcade Fire sempre capazes foram, não há razões para ignorar que estão de novo a trabalhar juntos, agora para uma curta. Diz a banda:
Notícia completa, no "/Film".
Já agora, "The Suburbs" é um álbum sim senhor e tudo mais, não me esqueci. Estou à espera de saber se guardo a minha review para o WTMO ou para a caverna, entretanto vou ouvindo, vezes e vezes sem conta.
24/07/10
Kick-Ass - Como torcer as expectativas de uma audiência.
A pergunta que faço é: Como é que reagiram o que assumo serem uns quantos milhares de pais, quando se aperceberam que Kick-Ass tinha sangue e furos de um lado ao outro num inúmero de corpos, a tiro ou com instrumentos cortantes? Não me interpretem mal, não é um filme particularmente violento, mas olhando para o trailer, eu certamente não contava com algo tão gráfico.
Da maneira menos estragadora possível (sim, acabei de traduzir o termo "spoiler", e então?) digo que Kick-Ass é algo mais recheado que aquilo que o trailer impõe.
A premissa todos percebem à partida: um bando de comic-book-geeks conta com um adolescente falhado peculiar que se tenta transformar num herói, e apesar de não se suceder muito bem nisso encontra mais uns quantos que estão na mesma demanda, por melhores caminhos, e podem vir a ajuda-lo. No entanto o enredo efectivo, o que se desenrola à custa dessa pequena ideia e a respectiva execução são um conjunto que se transpõe como uma curva acentuada, desde a direcção satiricamente humorista a uma história de heroísmo e vingança carregados de emoção, brindada com pelo menos três sequências que ficam gravadas na retina (e no ouvido, mas já la vou).
O feito memorável é a efectividade em criar a maior suspensão de descrédito que já vi, e o torcer do tom da narrativa de um oposto ao outro - de comédia a drama - feito de forma a que a primeira parte entretenha, a segunda esteja apoiada só o suficiente para se tornar envolvente, e a terceira volte a lembrar do disparate em que tudo se apoia enquanto pergunta: "E então? Vais dizer que não estás a gostar?". É uma viagem que tem um bocadinho de tudo para todos, especialmente os geeks, esse niche que sai de Kick-Ass com uma barrigada de private-jokes e menções à cultura pop, entregues como eu não via desde Knocked Up (e Gamer também, mas esse é um caso à parte).
No fundo Kick-Ass é uma obra sorrateira entregue com nível, quer conceptualmente quer tecnicamente, que não acredito que vá impressionar tanto um grupo muito grande, mas não duvido que independentemente do nível de seriedade com que se encara o filme, tem material para entreter seja quem for. (O meu pai esteve interessado e entusiasmado. Isso é obra)
Agora, sobre a banda sonora, não me percam enquanto tento enquadrar:
Dá para detectar Pendulum, Prodigy e outros nomes sonantes no decorrer de Kick-Ass, mas o caso que me intriga é o de John Murphy. Este nome já vem desde Lock, Stock and Two Smoking Barrels como compositor, mas só fez o seu real brilharete em 28 Days Later, o filme brindado com a "East Hastings" de Godspeed You! Black Emperor, música tão icónica que, reza a lenda, Murphy viu-se a tentar simular o feeling para o resto da banda sonora num esforço que lhe valeu a composição de "In The House - In A Heartbeat". Mais tarde surge Sunshine pelo mesmo realizador de 28 Days Later onde John Murphy volta a ser responsável por um tema de destaque, "Surface of The Sun", parte da banda sonora que se viu envolta numa complicação legal, sem lançamento oficial para deleite dos fãs da música em questão.
A ligação: Quer "In The House - In A Heartbeat", quer "Surface of The Sun" tem direito a acompanhar duas sequências relevantes em Kick-Ass. Funcionam? pois claro, mas é estranho como dois temas tão ligados a outros títulos acabam a fazer cameos, como se de musica de artista popular - "nome sonante" - se tratasse, sendo que a segunda até serve de influência para o resto da banda sonora original de Kick-Ass.
Motivos à parte, "Surface of The Sun" é dos meus temas favoritos no que toca a filmes, e por causa das já referidas complicações legais só posso ter vindo a ouvi-la em recortes directos de Sunshine. Esta estranha aparição veio agora permitir uma versão limpa:
Em conclusão, relembro que Kick-Ass, ironicamente, não é o que parece e guarda uma mão cheia de eventos que se combinam numa experiência inesperadamente completa.
Remeto também a Scott Pilgrim vs. The World que dentro do mesmo género e com semelhanças claras promete algo que acredito ser mais leve mas igualmente divertido, e se já estava entusiasmado com este último, agora que está comprovado o poder do género estou ainda mais.
23/07/10
Bomarr Blog
É um blog que tem música.
Mais detalhes? Pronto: O Bomarr Blog parece ter uma enorme fixação pelos 80s, arredores e os extravagantes sons sintetizadas, bem como o sentimento nostálgico clássico da época. O resultado acaba por ser uma selecção cuidada de instâncias recentes com semelhante sonoridade, quer electrónica quer reminiscente ou remisturada, bem como alguns originais de época.
(clickity click)
28/06/10
Do Offf Paris, a The Mill, a White Lies
A ver coisas sobre o Offf, esta espécie de festival de pós-produção e todas as coisas digitais, entre muita, muita coisa de fazer baba escorrer, apareceu uma sequência de títulos, apresentação da edição deste ano, em Paris. Visto que pode ser encontrada facilmente (e recomenda-se, pois claro, por várias razões) passo ao que me traz a mais um registo duplo na caverna.
A entidade autora dessa sequência é "The Mill", esses capazes de muito eyecandy, criativos e com classe em execução. Algo como isto:
Como se não bastasse, dão-me a conhecer mais um nome capaz de me manter os ouvidos ocupados durante algum tempo. A banda sonora do reel pertence a White Lies, e apesar da faixa, "Death", ser capaz de convencer muitos por si só, a banda londrina conta com um álbum de 2009, "To Lose My Life", repleto de outros títulos agradáveis. Fica um exemplo:
Gosto quando tenho tempo de ver e investigar para ainda descobrir emparelhamentos como este.
22/06/10
Band of Horses
Pensei durante um bocado (cerca de um minuto ainda) se fazia um feature, por muito breve que fosse, do bando de cavalos, ou se me dedicava a uma review completa do último álbum. A primeira opção não se justifica pois tenho Band of Horses como uma banda relativamente conhecida que me escapou por culpa própria, e a segunda morre quando não foi o álbum que me trouxe a eles, e no fim de contas o registo na caverna é pelo quão rapidamente fiquei a adorar os mesmos, sem instância em particular responsável por isso.
A banda de Seattle faz um género que gosto de pensar como o combo entre Death Cab For Cutie e My Morning Jacket. É, realmente, tão simples quanto isto, se alguma vez foram imaginadas as mais memoráveis de Death Cab com a voz de Jim James, o mais próximo pode-se encontrar em Band of Horses, em faixas como "The Funeral", do álbum "Everything All The Time" (2006), "Is There a Ghost" de "Cease to Begin" (2007) ou uma favorita, ainda do primeiro, "Marry Song", breves exemplos de um total consistente e que tanto me agrada.
O terceiro e último álbum, "Infinite Arms", marca uma ligeira mudança, semelhante à dos Doves em "Kingdom of Rust", onde ainda se nota o som de marca da banda mas produzido de forma diferente, não tão contido, e devo dizer que só acrescenta a Band of Horses, cada álbum no seu valor distinto. Um exemplo do ligeiro twist pode ser a "Compliments", entre outras, mas deixo mais acessível outra favorita do álbum em questão:
28/05/10
Tame Impala
Em primeiro lugar, fica "Half Full Glass Of Whine", um toque introdutório e para que se dê destaque ao clip, este também digno de atenção:
"On first listen, Innerspeaker provides a lot of dots to connect: There are patches of late-60s American psychedelia, buzzy Motor City riffage, and decades of British pop, ranging from the pastoral pop of the Kinks to the vivid expansiveness of the Verve to the narcotic warmth of the Stone Roses."É o que o Pitchfork escolhe usar, aqui, como contentor de uma primeira abordagem ao "Innerspeaker", álbum de estreia de Tame Impala. Escolhem também dizer que o vocalista tem uma voz estranhamente semelhante à de John Lenon, e aí, meus senhores, tem toda a razão.
O elefante na sala é que, aos meus ouvidos, Tame Impala é uma autentica "homage" ao estilo psicadélico "beatlesco" dos finais de 60. É discutível o quanto isto abona a favor da banda, mas repisando que é aos meus ouvidos que assim são adjectivados, "Innerspeaker" trata-se do álbum que mais comigo mexeu nos últimos tempos por figurar vocais tão icónicos e reminiscentes, um tom geral proporcionado à custa de uma produção deliberadamente retro, instrumentais e um grau de complexidade moderado o suficiente para não se tornar maçador.
Além do álbum já referido, a banda australiana conta também com um EP de 2008 onde figuram quatro faixas não presentes em "Innerspeaker", uma delas a já apresentada acima. Foi uma surpresa agradável, e podem confirmar o valor de Tame Impala no myspace e no site oficial.
26/05/10
Wakey! Wakey!
Adiante-se já o "chock and awe" pelo senhor:
É daqueles artistas que não me agarrou à primeira, mas vi-me a voltar a este video vezes e vezes sem conta, e ouvida a versão do álbum passou a ser digno de destaque. A verdade é que muitas músicas pela voz de Mike Grubbs demoram a interiorizar-se pelo que, por falta de explicação melhor, parecem pertencer a um género diferente. Não é que seja de condenar, é apenas diferente e dá um certo toque à coisa.
Sobre a discografia de Wakey! Wakey! podem-se saber coisas no Amie Street, onde se encontra também a gravação da banda ao vivo para download gratuito.
É difícil encontrar piano no género, tão elaborado e bem tocado. Dá uma outra dimensão e complexidade, e é a razão pela qual Wakey! Wakey! se tornou um favorito.
04/05/10
Jónsi - O vocalista sem Sigur Rós
Reza o site oficial que o vocalista decidiu lançar nove músicas, faixas compostas durante os largos anos com Sigur Rós, cantadas em inglês e islandês. E creio que a novidade é mesmo esta, porque apesar de ser o que se pode compreender como um trabalho a solo, o que se ouve é muito parecido com o que a banda compõe, e não que o dialecto inventado pelos mesmos seja um aspecto negativo, mas há algo de agradável em ouvir uma língua reconhecível pela mesma voz que já nos trouxe tanto.
Julgue-se o trabalho de Jónsi não pelas minhas palavras, eis um stream do álbum:
"when he began working on go, jónsi initially thought he would be making a low-key, acoustic album until, as he says, “somewhere along the line, it just sort of exploded.”
25/04/10
BT
É o acrónimo pelo qual o sr. Brian Wayne Transeau se dá a conhecer. O que tem ele de especial? Muita, muita coisa. Mas o que me parece de extrema relevância é isto:
13/04/10
Epic Battle Trax
O Epic Battle Axe é um site que acompanho semanalmente pelo que considero o podcast mais interessante de se ouvir no que toca a videojogos. À parte disso são uns senhores todos interactivos com a comunidade e profissionais, e lançaram agora o que me parece a coisa mais fixe que se pode fazer quando se fala de bandas sonoras.
Já mostrei várias vezes quanto gosto de ouvir certas peças, e há a questão do quanto são valorizadas já no cinema, quanto mais (menos) ainda neste caso. Gostei, aprovo, e aconselho! Well done!
02/04/10
Orelha Negra
O trocadilho é óbvio, uma pena. Daqui podia sair algo relacionado com o quão de único estes companheiros tem. Creio que são raras as peças portuguesas com direito a destaque em blogs do quotidiano, lá fora, e se calhar foi daí que veio este choque inicial com os Orelha Negra. Falo da imagem que se apresentou no conceituado DesignYouTrust, uma brincadeira que apesar de pouco elaborada, transmite com fidelidade o que se vem a ouvir mais tarde, uma vez visitado o respectivo myspace. Facilito o interessado, eis o exemplo:
A minha opinião quanto à musica portuguesa, fora de redundâncias coincidentes com a vox populi, é que os casos que melhor combinam projecção e qualidade são os típicos, exemplos onde se tem vindo a ganhar o hábito de dizer com orgulho que "são Portugueses", esses mesmos que não precisam por serem tão transparentes. Falo da língua, da escrita e composição inerentes a casos compreendidos desde Deolinda a Anaquim, e entenda-se, são óptimos e adoro, mas é na transparência em que me foco.
Depois aparecem casos como este, os Orelha Negra, que apesar da jogada discutível em que se emprega a língua estrangeira, não posso deixar de lhes atribuir uma identidade própria, uma imagem e trabalho característicos, identificados mais pelo que a banda possa idealizar que pelo valor acrescido de "ser Português". Madame Godard são outros que marcam o que é aos meus olhos uma espécie de novo movimento, e sim, mais uma vez a língua estrangeira pode ser repisada como um atributo decisivo e discutível, mas são agora ambos casos de destaque e onde vou manter o olho.
01/04/10
Breathturn
Nunca prestei muita atenção a Hammock. Se calhar devia:
Quanto ao vídeo, basta dizer que a galeria de David Altobelli no Vimeo é obrigatória.
12/03/10
Combo - Hvass&Hannibal e os Efterklang
De todos os tropeções que dou em certas coisas que acabam neste blog, poucas combinam tanto e tão bom num só.
Os Efterklang são uma banda dinamarquesa que me veio mostrar a fanfarra que esperava ouvir desde Arcade Fire, e um pouco mais. O estilo pode-se comparar, efectivamente, aos canadianos e até a Fanfarlo, outra banda com forte componente Folk, mas uma breve espreitadela no Myspace de Efterklang mostra tons de, e a maneira mais fácil de classificar é mesmo esta, Grizzly Bear, o que não é coincidência visto que partilham uma espécie de editora privada, a Rumraket.
É muito, muito bom (ou "eu gosto bastante", não vá intervir o quão discutível é qualificar como bom ou mau este tipo de coisa). Diversidade de instrumentos e arranjos complexos fluem com naturalidade, e exemplos como a "Cutting Ice to Snow" mostram o poder em levar o som melodramático a um feel good beat, no decorrer da mesma faixa, ou a "Falling Horses" que se estende por sete minutos em algo como é difícil encontrar em qualquer outra banda. No entanto, a jogar pelo seguro, deixo a que me prendeu na tentativa de fazer o mesmo a quem por aqui passe:
Funciona, e os Efterklang apesar de revelarem um visual quase gasto do que é a definição de indie na sua apresentação em fotografia, revelam-se uns intelectuais no grafismo em alguns dos seus álbuns. Hvass&Hannibal é o nome da entidade que arquitectou alguns desses exemplos, e são memoráveis. Tenha-se como exemplo a capa do "Magic Chairs", álbum deste ano:
O site de Hvass&Hannibal um lugar que combina a diversidade e qualidade, uma marca saliente no mundo gráfico. Paragem obrigatória.
Trata-se portanto de um combo de música e grafismo memorável que dificilmente vou voltar a encontrar. A música de Efterklang vai demorar o seu tempo a ser dissertada e os senhores Nan Na Hvass & Sofie Hannibal serão daqui em diante fontes de inspiração. Um obrigado a quem me introduziu à banda.
Subscrever:
Comentários (Atom)